You are here: Home Notícias 70 anos de Alaor Passos - Agradecimento Comovido

70 anos de Alaor Passos - Agradecimento Comovido

by Elen last modified 2010-07-25 19:00
70 anos de Alaor Passos - Agradecimento Comovido

Arte Produzida por Renata Garcia

 

Meus amigos e minhas amigas, 

Uso a rede para fazer esta comunicação coletiva, dada a morosidade que seria fazê-la individualmente. Além disso não quero ficar enchendo computadores alheios com excesso de mensagens que tendem a crescer nos fins de ano e eu mesmo estou devendo ainda duas ou três comunicações muito necessárias que seguirão nos próximos dias. 

Quero falar-lhes de minha alegria e gratidão pela Festa Dionisíaca do Século. Senti-me o próprio Dionísio entrando no Olimpo e sentando-se à direita do Pai. Que maravilha! Uma bênção Divina! Entre muitíssimas coisas sentidas e vividas destaco duas recordações e uma intenção. A primeira é que relembrei, nas entranhas, como é bom sentir-me querido! Mais ainda, gratuitamente querido, espontaneamente querido, alegremente querido, verdadeiramente querido! A segunda foi a emergência de um passado antigo. Nos tempos de revolucionário à bala, um de meus codinomes era Dionísio, veja só! Mais tarde um pouco (antes dos 30, acho) usei o pseudônimo de Dionísio para escrever um livro (jamais publicado) que tinha o título, aparentemente egocêntrico, de “Eu e Outros Mundos”. Não sei se em minha bagunça organizada um dia ainda encontrarei os originais manuscritos. Foi na época que comecei a levar a terapia a sério e tive os primeiros grandes choques nas maratonas de Gestalt, nas quais quase me viciei. Eram supervisionadas a distância por um tal de Claudio Naranjo a quem só conheci pessoalmente alguns anos depois, e permeados de ensinamentos de Fritz Perls em fitas K 7. Numa dessas maratonas ouvi pela primeira vez (muitíssimas coisas pela primeira vez aconteceram naquela época) o Bolero de Ravel num trabalho especial dirigido por Cristina Delgado, uma psiquiatra inesquecível, então discípula de Claudio. Tive uma experiência de SATORI, que na época interpretei como loucura ou desequilíbrio mental/emocional. Ao relatá-la à Cristina ela me olhou com olhos grandes e límpidos e disse mais ou menos assim: “não te assustes, ainda vais descobrir muitas coisas”. E completou com malícia: “quizás sea verdad que eres un loco desequilibrado”. Durma-se com um grillo destes! O que mais me impressionou na experiência foi ter sido um SATORI absolutamente sensorial. Literalmente, experienciei orgasmo em todas as células do corpo e”ejaculei” pela boca durante horas. Foi um prazer tão intenso, tão sublime, tão amoroso que parecia que não terminaria nunca!

A terceira coisa a que me referi é que decidi comemorar mais 70 anos (eita coisa boa!). Por favor, sinta-se já convidado para vir à segunda grande Festa Dionisíaca do Século, em 03 de dezembro de 2079.

Em tempo: Como talvez muitos já não terão a possibilidade da presença in corpore, então, pode ser que a gente decida acelerar o calendário. Aceito sugestões!

Ganhei tanto presente, além da presença amiga e das mensagens escritas/filmadas de muitíssimos, que confesso que cheguei a sentir-me constrangido no início. Porque me davam tantos presentes? (todos lindos, maravilhosos, gostei de todos) se eu sequer esperava o comparecimento de tanta gente! Depois, abri o coração para receber. Foi outra experiência marcante! Receber é tão bom como dar e eu ainda não sabia disso. Até acrescentei um verso na canção do Vandré: “Fica mal com Deus quem não sabe amar. Fica mal comigo quem não sabe dar”. Acrescentei: “fica mal consigo quem não sabe ganhar”.

Não vou ter condições de agradecer a cada um, presente de corpo inteiro ou só de coração, tudo que recebi de mais de três centenas de amigos. Fica registrado meu “Graças a Deus”, “Gracias a la Vida”.

E a marcha continua! Em Deus,

                                                  Alaor


Powered by Plone CMS, the Open Source Content Management System

This site conforms to the following standards: